quarta-feira, 4 de setembro de 2013

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terça-feira, 1 de abril de 2008

Conversando sobre elétrons - Parte II

Vamos fazer algumas comparações na nossa postagem de hoje.

Vamos lá, então!

Quando por um cano passa uma quantidade de água durante um certo tempo, diz-se que pelo cano circula uma "corrente de água". Da mesma maneira, quando por um fio condutor passa eletricidade durante certo tempo, diremos que pelo fio circula uma "corrente elétrica". Os portadores da carga elétrica, que fariam o papel da água, são os elétrons.

A corrente elétrica pode aquecer fios quando passa por eles. Um fio especial que chega a se aquecer muito, a ponto de emitir luz intensa, é o filamento das lâmpadas.

Dizemos que pelo fio passam elétrons. Porém, os elétrons não percorrem totalmente o fio condutor, eles vão empurrando os "elétrons livres" que existem no fio condutor, até que obrigam um certo número de elétrons, igual ao que entrou por uma das pontas, a sair pela outra ponta.

Por hoje é só! Nos vemos na próxima postagem!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Conversando sobre os elétrons

Bem, existem maneiras de fazermos com que os corpos tenham essa diferença. E, com isso, produzirmos eletricidade.

Podemos fazer com que corpos percam elétrons através do atrito.

Façam essa experiência:

1. Esfregue uma régua em um pano seco, de preferência uma flanela, ou em cabelos secos por um determinado tempo.


2. Depois, encoste-a em pedacinhos de papel comum picado, e veja o que acontece.



Vamos entender este processo de eletrização?

Como vimos, todos os corpos possuem átomos em perfeito equilíbrio (números de prótons iguais aos números de elétrons). Sabemos que as únicas partículas que podem se movimentar de um corpo para o outro são os elétrons.

Quando atritamos (esfregamos) a régua no pano ou no cabelo, uma quantidade de elétrons existentes nos átomos, que formam a régua, transferiram-se para o pano, deixando alguns átomos da régua com uma maior quantidade de carga positiva, isto é, menos elétrons e mais prótons. A régua ficou eletrizada positivamente.

Ao encostarmos a régua nos pedacinhos de papel, que estão eletricamente neutros (número de prótons iguais ao número de elétrons), ocorre uma transferência (corrida) de elétrons do papel para a régua. Essa transferência irá equilibrar novamente os dois corpos (o papel e a régua). A esse fenômeno damos o nome de eletricidade.

Até a próxima posatagem!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Conversando sobre eletricidade (Parte IV)

Bem, falamos sobre o átomo, vimos que ele possui um núcleo formado por prótons e nêutrons, e ao redor desse núcleo existem os elétrons, partículas extremamente pequeninas, que ficam girando ao seu redor sem parar.

Mas, e a eletricidade? Como é que ela aparece, e o que os elétrons tem haver com tudo isso?

Antes de explicarmos como surge à eletricidade, temos que explicar o seguinte:

Ficou determinado que os prótons, que ficam no núcleo (centro) do átomo possuem cargas positivas e os elétrons, que ficam girando ao redor do seu núcleo, possuem cargas negativas.

Na verdade, os elétrons que estão em constante movimento, podem sair de um átomo para o outro.

Vocês viram que qualquer matéria (corpo) é formada por átomos, e esses átomos são formados por um núcleo (prótons e nêutrons) e elétrons. Um átomo está sempre em equilíbrio, isto é, o número de elétrons é igual ao número de prótons que tem no seu núcleo. Os prótons são fortemente ligados ao núcleo dos átomos, de modo que somente os elétrons passam de um corpo para outro, no processo de eletrização. Dessa forma, podemos dizer que um corpo está eletrizado quando possui excesso ou falta de elétrons. Se há excesso de elétrons (mais elétrons do que prótons), o corpo está eletrizado negativamente; se há falta de elétrons o corpo está eletrizado positivamente (mais prótons do que elétrons). Quando o corpo possui número de elétrons igual ao número de prótons, ele é dito neutro.

Ah! Quer dizer que para ter eletricidade é preciso que os elétrons passem de um corpo para outro. E, para passar de um corpo para o outro deve existir uma diferença entre a quantidade de elétrons dos dois corpos. Quando isso acontece, dizemos que essa passagem dos elétrons produz a eletricidade.

Mas, espera um pouco!
O que faz com que os corpos tenham menos ou mais elétrons? Só precisa ter essa diferença para que eles já saiam correndo de um corpo para o outro?
Bem, isto só na próxima postagem.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Conversando sobre eletricidade (Parte III)

Continuando a conversar sobre o nosso tema "Eletricidade" vou continuar a falar sobre o átomo.



O átomo é formado por um núcleo. Este núcleo é formado por pequenas partículas chamadas de prótons e nêutrons. Ao seu redor movimentam-se outras partículas extremamente pequenas. Essas partículas são chamadas de elétrons. Portanto, no centro do átomo existem os prótons e os nêutrons, e ao seu redor, sempre em constante movimento, existem os elétrons.

Vamos fazer uma comparação?

Ao quebrarmos um ovo, em uma frigideira, percebemos que ele possui uma gema e uma clara. Portanto, podemos fazer a seguinte comparação: a gema é o núcleo do átomo, formado pelos prótons e os nêutrons. E a clara, que fica ao seu redor, são os elétrons que ficam girando em volta.

Vamos fazer outra comparação?

O Sistema Solar, por exemplo.
Sabemos que o sistema solar possui 8 planetas que ficam girando em torno do sol. Portanto, podemos fazer a seguinte comparação: o sol é o núcleo do átomo e os planetas, que ficam girando ao seu redor, são os elétrons.

Bem, falamos sobre o átomo, vimos que ele possui um núcleo formado por prótons e nêutrons, e ao redor desse núcleo existem os elétrons, partículas extremamente pequeninas, que ficam girando ao seu redor sem parar.

Mas, e a eletricidade? Como é que ela aparece, e o que os elétrons tem haver com tudo isso?
Bem, isso só na próxima postagem. Até lá!!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Conversando sobre eletricidade (Parte II)

Bem, nesta postagem de hoje vamos continuar falando sobre a eletricidade.

Como vocês puderam perceber, eletricidade vem de elétrons. Mas, de onde vêm os elétrons?
Para responder esta pergunta, vou lhe fazer outra. Você já ouviu falar sobre os átomos?

Há mais de 2.000 anos, o filósofo grego Demócrito(ver figura abaixo) disse que se um objeto fosse dividido em partes cada vez menores, o resultado seria pedaços tão pequenos que não seria possível dividí-los. E chamou esses pequenos pedaços de átomos - palavra grega que significa "inseparáveis".


Os átomos são partículas tão pequeninas que nem um microscópio comum pode enxergá-lo. Tudo ao nosso redor é formado por átomos. Todo, e qualquer, corpo é formado por partículas extremamente pequenas.


Você sabia que se colocarmos uma fileira de 1 bilhão de átomos, essa pequena fila mediria somente um centímetro?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Conversando sobre Eletricidade


Toda vez que inicio um clube de robótica, sempre procuro dar noções de eletricidade e, mostrar como ocorre a corrente elétrica. A turma do clube fica super empolgada quando descobre o que realmente é preciso para gerar a corrente elétrica.

E, é sobre isso que vou falar na postagem de hoje. Vou tentar explicar de modo bem simples este fenômeno que nos rodeia que é a eletricidade.

Sejam bem vindos e curtam o tema de hoje.

Precisamos entender que a eletricidade não foi inventada, ela já existia na nossa natureza. O homem, através de experiências, descobriu que ela existia e começou a utilizá-la para ajudá-lo no seu dia-a-dia.

Mas, como foi esta evolução?

Vamos falar um pouco da história da eletricidade.



Sete séculos antes do nascimento de Cristo, o físico e filósofo grego Tales de Mileto observou um fenômeno curioso. Ao esfregar um pedaço de âmbar (um tipo de resina vegetal) em um pedaço de lã, ele notou que o âmbar passava a atrair objetos leves. Dois mil anos depois, esse fenômeno foi chamado de eletricidade, da palavra grega elektron (que quer dizer "âmbar").






Você sabia que âmbar é uma resina fóssil, de uma espécie de pinheiro já desaparecida, tem uma cor amarela semi-transparente e, quando queimada, tem um aroma muito agradável. É bonito e fácil de trabalhar, sendo muito apreciado sob a forma de contas, em colares e outros ornamentos?







terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Estou de volta!!


Bem, estive muito ocupado nesses últimos meses de 2007. Estive treinando a equipe de robótica do colégio Visão para o campeonato regional da Lego. Foram dois meses intensos, que resultaram num segundo lugar geral. Com esse resultado nos credenciamos para o campeonato nacional, em São Paulo.

Toda a equipe está muito feliz com o resultado, mas estamos apenas no começo da jornada. Portanto, estou retomando o blog com mais informações sobre "Robótica Educacional". Aguardem a próxima postagem.


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

História da robótica(robótica contemporânea)

Como vimos, o homem, desde os primórdios do tempo, buscou soluções para facilitar, cada vez mais, a sua vida. A história da robótica surgiu paralelamente a essas necessidades.


O homem foi construindo mecanismos que pudessem ocupar seus lugares em determinados trabalhos, e com isso, começou a ter mais tempo para se dedicar a outras tarefas mais importantes, deixando de lado as tarefas mais pesadas para os seus mecanismos "robotizados".


Graças ao processo evolutivo da tecnologia, aliada a criatividade do homem, o estudo da robótica vem nos proporcionando o surgimento de diversas estruturas robóticas, capazes de realizar movimentos cada vez mais precisos e parecidos com o do homem.


Um exemplo claro do que falo é o robô construído pela Honda, ASIMO(ver figura abaixo). Este nome foi dado em homenagem a Issac Asimov.
A Honda começou o seu desenvolvimento em 1986 e, aproximadamente, 20 anos depois conseguiu chegar a um estágio satisfatório de movimentos e recursos capazes de impressionar qualquer um.

ASIMO, significa Advanced Step in Innovative Mobility (passo avançado em mobilidade inovadora), foi desenvolvido pela Honda Motor Company e é o robô humanóide mais avançado do mundo. De acordo com o web site ASIMO, ele é o único robô no mundo que pode andar de forma independente e subir escadas. Apesar de haver diversos outros robôs humanóides que podem andar, nenhum deles possui o andar suave e realista do ASIMO.

O ASIMO não é um robô autônomo. Ele não pode entrar em uma sala e tomar decisões por si mesmo sobre como navegar. Ele precisa ser programado para fazer uma tarefa específica em uma área específica que possua marcadores que ele compreenda ou ser controlado manualmente por um humano.
A "mochila" do ASIMO carrega o computador (também conhecido como cérebro) que controla o movimento do ASIMO. O ASIMO pode ser controlado por três métodos:
1.PC
2.controlador sem fio (um tipo de joystick)
3.comandos de voz.
Bem, com isso terminamos essa nossa jornada pela história da robótica. Mas, o tempo não pára e a evolução continua. Seguimos em frente com a certeza de que mais inovações virão e, com toda certeza, o futuro será de surpreendentes novidades nesta área.
Espero que vocês tenham aprendido um pouco sobre esse tema e, nos próximos posts vamos falar mais um pouco sobre o clube de robótica e seu funcionamento.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

História da robótica(Parte VII)

A partir do Séc. XVIII, o desenvolvimento dos robôs tomou força a fim de automatizar as operações industrias têxteis, surgindo, então, o primeiro tear mecânico. Com o progresso da revolução industrial, as fábricas procuraram introduzir máquinas que pudessem realizar tarefas automaticamente. Mas, os verdadeiros robôs só foram criados apartir da invenção do computador em 1940.

O primeiro robô industrial foi o Unimates(ver imagem acima), desenvolvido por George Devol e Joe Engleberger, no final da década de 50.

Engleber, pela construção do primeiro robô comercial, foi apelidado de "pai da robótica".

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Um pouco de história(Parte VI)


O termo robótica refere-se ao estudo e à utilização de robots, e foi pela primeira vez enunciado pelo cientista e escritor Isaac Asimov(ver imagem acima), em 1942, numa pequena história intitulada "Runaround". Escritor americano, conhecido no domínio da escrita de ficção científica e pelo seu trabalho na área de ciência. Asimov nasceu na Rússia, e sua família emigrou para os Estados unidos da América quando ele tinha apenas três anos.


Asimov também publicou uma compilação de pequenas histórias, em 1950, intitulada "I Robot"(Eu, robô). Este livro foi transformado em filme, estrelado por Will Smith(ver figura abaixo).




Este autor propôs a existência de três leis aplicáveis à robótica, às quais acrescentou, mais tarde, a lei zero. As leis propostas são, actualmente, entendidas numa perspectiva puramente ficcional, pois no tempo em que foram escritas não se imaginava o desenvolvimento vertiginoso que iria ocorrer nesta área.


As três leis da robótica que regem o comportamento dos robôs:


1ª lei: um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por inacção, permitir que algum mal lhe aconteça.


2ª lei: um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, excepto quando estas contrariarem a primeira lei.


3ª lei: um robô deve proteger a sua integridade física, desde que com isto não contrarie as duas primeiras leis.


Mais tarde foi introduzida uma "lei zero": um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por inacção, permitir que ela sofra algum mal. Desse modo, o bem da humanidade é primordial ao dos indivíduos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Um pouco de história (Parte V)

Continuando o nosso passeio pela história da robótica, vimos que o termo (robô) vem do Checo robota, que significa - trabalho. Foi usado pela primeira vez por Karel Capek(ver imagem acima), que nasceu em 1890 e morreu em 1938. Novelista, dramaturgo e encenador Checo.

Karel Capek é reconhecido pelas suas peças, sendo a R.U.R. a mais famosa. Realizada em 1921, retrata uma fantasia dramática em que cada uma das personagens é desumanizada pela máquina da idade. R.U.R. é a sigla de "Rossum´s Universal Robots" e foi nesta peça que surgiu a palavra Inglesa robot(vê imagem abaixo).

Os robôs de Capek eram máquinas de trabalho incansáveis, de aspecto humano, com capacidades avançadas mesmo para os robôs atuais.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Um pouco de história (Parte IV)

Nícola Tesla(1845 - 1943) deu uma importante contribuição para a evolução da robótica.

Tesla era um inventor brilhante. Sonhou com robôs capazes de tarefas só possíveis a seres vivos e inteligentes.

De sua mente privilegiada partiu uma longa série de inventos, que vão desde pequeninas máquinas elétricas, até gigantescas torres destinadas a captarem a energia cósmica, para serem distribuídas pelo planeta na forma de energia elétrica.

Quando imaginava uma máquina ela lhe aparecia literalmente e ele podia observar toda a estrutura; podia ver e recordar todos os movimentos; podia medir as dimensões e testar as reações. Ele não costumava fazer desenhos ou anotações de seus projetos, pois todas as formas e dados estavam registrados fotograficamente em sua cabeça.

Tesla era um homem fora do seu tempo, sua mente privilegiada via além do véu obscuro do óbvio. Suas descobertas no campo magnético rotativo, permitiu a utilização da corrente alternada. Construiu a chamada Bobina de Tesla, hoje usada nos aparelhos de rádio e televisão.

Também foi o criador do primeiro barco teleguiado(Ver figura acima).

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Um pouco de história (Parte III)



Ainda falando da história da robótica, verificamos que o grande Leonardo Da Vinci (1452 - 1519) também se dedicou ao estudo da robótica. Dotado de um grande intelecto, teve acesso aos desenhos gregos, documentados pelos Árabes. Fez estudos em anatomia humana e animal, tinha conhecimentos de mecânica. Projetou e, provavelmente, construiu mecanismos que reproduziam movimentos e funções humanas.




Podemos observar isto nas imagens abaixo. Esta imagem são estudos que Da Vinci fez para um robô antropomórfico.






sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Um pouco de História (Parte II)

Continuando nosso passeio pela história da Robótica, pode-se observar que os Árabes contribuiram com as suas noções de aplicabilidade, a partir dos estudos Gregos, desenvolvendo mecanismos que pudessem facilitar o trabalho.

Nestes dois exemplos, abaixo, demonstram que os Árabes se preocupavam com as suas criações, mantendo um interesse no aspecto estético e fantástico; as suas criações se destinavam a Califas e Sultões que os sustentavam.

Na figura abaixo, está representado um modelo mais sofisticado e complexo. Acionando uma peça móvel colocada na cauda do pavão, a água saía pelo bico e caia no lavatório. Á medida que a água suja ia enchendo o reservatório colocado por baixo do lavatório, a primeira bóia fazia sair um boneco com um pedaço de sabão; a segunda bóia acionava um um segundo criado que trazia a toalha. Prático, não?

Amanhã tem mais um pouco de história.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Um pouco de História



Bem, podemos dizer que o primeiro trabalho sobre robôs que tenhamos notícia foi, talvez, o
relógio d'água com figuras móveis projetados pelo engenheiro Grego Ctsebius no ano de 270 A. C.

Apesar dos Gregos terem um grande conhecimento sobre o corpo humano, eles não sentiram necessidade de projetar mecanismos que pudessem reproduzir algum trabalho útil. Podemos dizer que eles tinham muitos escravos para realizar as suas tarefas. Portanto, suas invenções não tinham muita aplicabilidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

O que é Robótica aplicada à educação ou Robótica Educativa?


Inicio este meu blog sobre um tema que me fascina - Robótica aplicada à educação.


E, nada melhor do que explicar um pouco sobre a definição de Robótica aplicada à Educação ou, como queiram, robótica educacional.


Então, vamos lá!

Afinal de contas: O que é Robótica educacional?


Robótica educativa é um instrumento de aprendizagem interdisciplinar, baseado no construcionismo, que utiliza componentes eletro-eletrônicos, através de um software de programação, possibilitando o controle externo dos mecanismos construído pelo aluno.